Um grito engarrafado, um suspiro solto, derramado. É apenas a minha mente. São olhos vibrantes, penetrantes, dançantes. Estão invadindo a minha mente. São as parabólicas, os satélites. Mas é apenas a minha mente. É a presença ausente, o contorno no frio do arrepio que faz. É apenas a minha mente. É o abajur de linho que entorna cores e se dissolve em luz. Mas é apenas a minha mente. É o que monta e desmonta o tempo todo, o meu corpo. É apena a minha mente. São as flores que brotam no mês de Julho. É apenas a minha mente. São os teus olhos de pardais que beija a Minh’ alma. É apenas a minha mente. São as outras presenças, que me deixa envergonhada. Mas, é apenas a minha mente. São os pensamentos soltos, tolos, um derrame de todo o sentimento. Mas é apenas a minha mente. São as faltas de interjeições que disparam o alarme, o coração. Mas é apenas a minha mente. As sombras vasculham os quartos da minha cabeça. Mas é apenas a minha mente. O v...
A minha alma é um escudo mudo. É uma melodia de Chopin. É o silêncio de Bethoven. É a discalculia do meu infinito. É a fração do inteiro que coube em mim. E coube. O vazio cria formas e não é mais vazio. A minha alma é uma epifania. Tão peculiar como um cheiro de jornal. É um salto para a insanidade. É a confusão das cores embrulhadas em fitas de cetim. É uma armadura bordada. São reticências que ecoam ao vento. É a solitude plena de alguns goles de Whisky. É como titubear, esse corpo, hospedeiro de Minh’ alma. É um escudo, mudo, prestes a transbordar. Bruna Pinto.
Como um milagre, uma espuma de maça. Como um milagre, a pétala tem corpo de flor. Tão pequena, tão delgada. Deverasmente uma arte, uma magia, uma ilusão, uma libélula. Tão finita, infinita. Um bolero, uma audácia. Como um milagre... Teu sorriso, uma Ode. Teus cabelos, marrom glacê. Tua pele, uma festa. Teus olhos, cor de canela. Teu toque um jardim horizontal. Tuas pintas, um cacho de pitangas. Tuas curvas, o clichê mais lindo. Tua presença, um chocolate. Como um milagre, primavera se torna rosa. Uma chuva de miçangas, uma gota de lavanda. Como um milagre, um crepúsculo quarando a alma. Sentir, sem ti, em ti, milagres. Como um milagre, comi um trevo de quatro folhas. Como um milagre, uma loucura. Como um milagre, tua alma tocava a minha sem usar as mãos. Como um milagre, milagres . Milagres, Lilás . Bruna Pinto.
Se chuva de pétalas caírem hoje do céu, prometo à magia mais linda do mundo. (mas não se empolguem muito) ______________________________________________________________________ Sem mais porquês, o pânico foi me tomando, fui sufocando, passos fui dando e tentei abrir a porta. Parei. Fechei os olhos e olhei. Mas, olhei profundamente o que ninguém mais podia ver. E chorei, chorei e chorei. Ah, era uma dor que parecia não ter fim. Acalmei! Vi o tempo movendo-se na minha frente, mas resolvi apanhar um ônibus, qualquer caminho era o destino. E sentei. Do lado direito o corredor, do lado esquerdo Ela. (cabelos grisalhos, o penteado mais parecia com o da vovó, sabe? Óculos na cara, roupa simples, meio desdentada e duas sacolas na mão). Ao lado direito D’ela, Eu, ao lado esquerdo a janela. E as rodas começaram a percorrer pelo chão... E o ônibus segue em frente, e vai para a esquerda e vai para a direita e da volta e voltas. E o primei...
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